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Fronteira Chile-Argentina de carro pelos Andes

05/02/2010

Em janeiro de 2010, eu e minha esposa atravessamos a fronteira Chile-Argentina de carro.  Antes disso, tive muitas dúvidas, e infelizmente não consegui achar informações suficientes que nos ajudasse. Por isso achei importante colocar alguns detalhes da travessia feita, pois realmente é demorada, burocrática e tem alguns detalhes a serem seguidos. Para quem quer ver as fotos desta viagem sem se preocupar com os detalhes burocráticos, veja aqui.

Para começar a história, resolvemos alugar um carro em Santiago do Chile e irmos dirigindo até Mendoza, na Argentina. Para alugar um carro no Chile que vá atravessar a fronteira para a Argentina, obrigatoriamente precisamos informar isso no momento do aluguel, pois tem uma taxa ( de 60 a 100 dólares dependendo da empresa ). Também o aluguel deve ser acertado com certa antecedência pois eles na verdade tem que produzir um documento de autorização que a Locadora dá ao motorista para passar a fronteira, além de um seguro internacional obrigatório na Argentina.  No meu caso, o aluguel foi feito com a Budget e tudo transcorreu sem problemas.

Segundo detalhe : no Chile é obrigatório que o motorista estrangeiro tenha a Carteira Internacional. Ouvi dizer que algumas Locadora não exigem, desde que você vá rodar apenas no Chile. O problema é se um guarda te parar. Não sei o policial será complacente, pois isto está muito claro nas exigências para estrangeiros dirigirem no Chile ( http://www.sernatur.cl/images/lang1/internacional/htm_inter/antes.html#a3 ). Para tirar a carteira internacional pode ser pelo Touring ou Automóvel Clube do Brasil.  Uma foto, pagou e pronto.

IDA – Santiago a Mendoza

Neste momento já temos o carro alugado com a autorização de transpor a fronteira e o seguro internacional obrigatório na Argentina. Também temos em mãos nossa carteira internacional para dirigir. Saímos de Santiago por volta de 10h30 e pegamos a autopista Americo Vespúcio Norte e seguimos placas para Ruta 57 e Los andes. Até Los andes são cerca de 80 Km em estrada com pista dupla e bem sinalizada. Tem alguns pedágios. Em Los Andes temos que pegar a Ruta 60 em direção a divisa com a Argentina e rodar mais cerca de 70 km.

Ao chegarmos próximo a divisa, ainda no lado chileno recebemos um documento para ser preenchido que é o documento de entrada na Argentina. Este documento será entregue apenas em solo argentino  na Aduana compartilhada por Chile e Argentina. Vamos chamar este papel de DOC1. Continuamos viagem e entramos no Túnel Cristo Redentor, que tem cerca de 3 km e a divisa entre os dois países é justamente dentro dele. Ao sairmos do túnel já estamos na Argentina.

Mais alguns quilômetros e uma pequena guarita na estrada nos para. Um simpático argentino nos pede os documentos do carro e pergunta quantas pessoas no carro ( apesar dele estar vendo quantos são ). Nos devolve os documentos e uma folha de papel. Aqui atenção : recebemos junto com os documentos devolvidos na verdade um panfleto falando sobre vacinação. A princípio achamos que era apenas um panfleto explicativo ou algo que o valha. Só que depois fui perceber ( na verdade quando já estávamos sob pressão na Aduana ) que atrás deste panfleto o policial tinha anotado “2 personas” e a placa do carro. Esse era o documento de entrada, e este papel nos seguiu até efetivamente sermos liberados, e onde todos que nos entrevistavam colocavam um carimbo e ou assinatura. Portanto, atenção com esse dito papel, que parece não valer nada. Vamos chamá-lo de DOC2.

O policial nos orientou a seguir por cerca de 10 quilômetros e entrar a esquerda na Aduana ( a Aduana fica do lado oposto da estrada ). Após a distância percorrida realmente chegamos a Aduana que é um galpão enorme no meio do nada ( aliás toda a região é muito montanhosa e extremamente seca). Neste galpão existem inúmeros guichês que sempre tem um par de pessoas ( um argentino e um chileno ) que em conjunto fazem as verificações de saída de um país e entrada no outro. Aqui temos que passar por dois guichês diferentes, um que faz os tramites de saída e entrada e o outro as verificações que se referem ao veículo.

Lembram do panfleto que na verdade era um documento (DOC2) ? Pois ele foi o primeiro que eles pediram no guichê, em conjunto com os passaportes e aquele papel recebido ainda no Chile (DOC1). Aqui estamos dando entrada na Argentina. Nos devolvem todos os papéis e ,nosso caso que entramos no Chile via aeroporto, eles seguram o documento de entrada recebido lá, que é substituído pelo DOC1.

Após tudo estar ok, temos ainda que passar por um segundo guichê, onde é feita a verificação dos documentos do veículo, pedem a autorização para levar o veículo da locadora para a Argentina e também o seguro internacional. Ahhh, o DOC2 volta para as mãos deles para mais uma assinatura e carimbo. No nosso caso, seguraram a autorização e eu perguntei se seria necessário e me informaram que não precisaria mais ( o cara da locadora tinha me dito para eu não deixar o papel com eles, mas pelo jeito o cara não sabia o correto procedimento ). Neste guichê também eles podem querer verificar suas malas. No nosso caso só pediram para abrir o porta-malas, olharam pra dentro, viram que estava vazio, e liberaram a gente. Antes informaram que deveríamos entregar o DOC2 a cerca de 16 km a frente na estrada. E fomos liberados. Tempo dentro da Aduana, cerca de 30 minutos.

Voltamos a estrada e realmente em 16 km tinha um par de guardas parando a todos e pedindo o tal DOC2. Passando por aí, estamos a cerca de 150 km de Mendoza. Só acelerar que a estrada é muito boa e bem bonita, passando por muitos desfiladeiros, e picos nevados todo o tempo, entre eles o Aconcagua.

Só pra ninguém ficar em dúvida, pois na época eu fiquei e ninguém me esclareceu, NÃO se paga absolutamente nada vindo do Chile para a Argentina. Não é necessário ter nenhum peso argentino no bolso neste lugar e nesta direção. Na volta sim ( da Argentina para o Chile ), é que tem um pedágio que deve ser pago em pesos ( 3 ou 4 Pesos Argentinos ), e um outro já no Chile que deve ser pago em Pesos Chilenos que também não é muito caro. Neste último, caso você não tenha a moeda chilena, basta trocar dinheiro ao lado da Aduana, lá tem um guichê só para isso.

Volta – Mendoza a Santiago

Na volta algumas coisas devem ser observadas em relação ao que pode e o que não pode passar a fronteira para o Chile. Os chilenos são fissurados por não deixar entrar nenhuma fruta, verdura, sementes e animais ( exceto cachorro e gato ).  E eles revistam mala por mala, espaço por espaço para ver se não tem nenhum destes produtos sendo “contrabandeado”. Vinhos, cervejas e outras coisas não tem problema nenhum carregar, exceto se vocês estiver levando muitas garrafas do mesmo produto. Eu trouxe umas 10 garrafas de vinho e umas 3 ou quatro cervejas nas malas, eles viram e foi normal.

Após cerca de 150 km começam os trâmites burocráticos para a volta ao Chile. Na estrada nos param dois guardas e perguntam quantas pessoas e anota num papel ( quase papel de pão mesmo ) “2 personas” e a placa do carro ( chamaremos de DOC3).  Diz que devemos seguir em frente e passar direto pela Aduana ( aquela mesma que tivemos que parar na vinda ). Só vamos parar agora no pedágio argentino, que , apenas recordando, deve ser pago em Peso Argentino. No pedágio mostramos o DOC3 e pagamos o referido valor. Estamos liberados novamente e seguimos em direção ao Túnel Cristo Redentor.

Como disse antes, a divisa dos dois países fica no meio do túnel e portanto ao sair dele já estamos no Chile. Nós e metade das pessoas de férias na Argentina, que estão de viagem para o litoral do Oceano Pacífico. A fila aqui é enorme e demora muito. Os caminhões e ônibus vão para um lado e os carros para outro. Na fila mesmo recebemos dois documentos para serem preenchidos : um daqueles “nada a declarar” e outro. No decorrer desta fila também tem o pedágio chileno, que você paga e guarda o comprovante que deverá ser entregue ao fim de toda a burocracia num guichê na saída que só confere o ticket e da uma rasgadinha num canto.

Aqui ficamos cerca de uma hora em meia, muito mais pelo tamanho da fila do que propriamente pela burocracia. Primeiro entregamos num guichê o DOC3, o que restou do DOC1 ( aquele de entrada na Argentina ) e nossos próprios documentos. Após sermos liberados, o carro vai um pouco pra frente numa cobertura e entregamos o “nada a declarar” e o oficial aduaneiro já pede pra abrirmos o porta-malas tirar mala por mala e colocar numa mesa, abre uma por uma coloca a mão dentro, vasculha por tudo, inclusive bolsas e mochilas. Liberados, então só seguir em direção a  Los Caracoles.

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Do La Casserole ao Nutrisom

08/07/2009

Nutrisom, La Casserole , Terraço Italia

No centro tem de tudo mesmo. Tem desde o churrasquinho grego com suco por R$ 1,50 até os encantadores Gato que Ri e La Casserole que, com seus pratos deliciosos e ambiente diferenciado, podem cobrar o que querem por isso. Claro que os dois têm  o algo mais a oferecer e o Largo do Arouche é a paisagem perfeita para os dois.

O centro também tem o conhecidíssimo Terraço Itália e sua maravilhosa vista de toda São Paulo, e onde ainda encontramos no mesmo prédio o Circolo Italiano, que além de um Clube de Italianos, como o nome diz, também tem restaurante aberto ao público, com as especialidades italianas tão conhecidas, do tipo cabrito , vitela, coelho, sem esquecer as massas italianas fantásticas.

Bom, mas e quem quer algo mais leve, menos calórico ou com menos colesterol ? E se estou de regime ? Aí, eu sugiro algum dos restaurantes vegetarianos da região central. Os que eu já experimentei : Leia mais…

Enquete : Respondam !!

18/06/2009

Ajude-nos a melhorar o Catando Milho :

Escuridão Esclarecida

04/06/2009
Foto noturna com máquina paciente

Foto noturna com máquina paciente

Um dos testes que fiz com minha Canon. Achei o resultado muito legal… Um superefeito que nem parece ser uma foto noturna.

Cavalo Marinho e um pouco de Photoshop

04/06/2009

Cavalo Marinho na Ilha Grande

Tirei esta foto num mergulho na Ilha Grande com a minha boa e velha Sony P5 e sua caixa estanque. A máquina já não é essas coisas,  mas as vezes da umas fotos muito legais. Esta acho que foi uma delas.

Giramondo é o caffè do Centro !

04/06/2009
Foto do site do próprio café

Foto do site do próprio café

Pra quem está pelo Centro, perto da Praça da República uma ótima pedida é o Giramondo Caffè. O expresso deles é muito bom e com preço na média dos concorrentes que não seguem o padrão mínimo de qualidade e sabor.

Na hora do almoço tem muita gente por lá esperando um café muito bem feito, e ainda no aguardo pode tomar um copo ( copo mesmo, não uma micro taça como se vê por aí ) de aguá com gás. O pessoal é super atencioso, e os donos estão sempre por ali,  garantindo a qualidade do produto e do atendimento 100%.

O preço do café é R$ 2,00 ( valor de junho/09 ), mas eles tem diversas outras opções para quem quer algo um pouco diferente. Os lanches também são muito bons e com ingredientes não muito comuns. Se puder, experimente !

Se você se interessou, fica na Rua Marconi, 19 praticamente esquina com a Rua Sete de Abril. Veja o mapa :

Mapa de acesso ao Giramondo Caffè

Agora eles também tem um novo endereço na Alameda Santos, 1198 bem atrás do Citibank. Ainda não conferi, mas considerando que os donos estão por lá, certamente a qualidade foi mantida. E dá-lhe pau no Starbucks !

Louvre de uma janela

04/06/2009
Vista de uma das janelas do Museu do Louvre

Vista de uma das janelas do Museu do Louvre

Uma bela foto tirada de uma das janelas internas do museu. Diferente do que se costuma ver por aí. Gostaram ?